Por que vivemos uma corrida pelos melhores talentos de tecnologia?
Diante
da crescente demanda por profissionais de tecnologia, a corrida em busca dos
melhores talentos se mantém acirrada. Isso tem tudo a ver com termos como: Yolo
— You only live once, Passion Economy, Liquid workforce e Workforce Ecosystem e
explico o por quê.
Enquanto
estamos entendendo o impacto que a pandemia terá no novo modelo de trabalho,
esses termos evidenciam a transformação que vem acontecendo no mercado de
trabalho. Diante das novas lógicas, os colaboradores passam a ser contratados pelo seu conjunto de
skills específicos, ou seja, para esse profissional, a autonomia, a liberdade e
a oportunidade de trabalhar com o que gosta é uma vantagem que se destaca,
abrindo mão da vida e da cultura corporativa para trabalhar por projeto.
Por mais que
sejam pontos que entraram no nosso mundo pandêmico, ainda são polêmicos em
algumas empresas, principalmente no Brasil. Para ajudar os tomadores de decisão
a entenderem o mercado, separei alguns dos motivos pelos quais existe essa
corrida pelo TI e sugestões de como solucionar esses problemas.
Concorrentes Internacionais
As demandas
digitais não param de crescer. Enquanto isso, os melhores talentos estão
capacitados em nível de idioma e competências técnicas para trabalharem em uma
companhia fora do país. Esses profissionais de destaque recebem propostas
semanais. Quando a remuneração é oferecida em dólar, a proposta se torna ainda
mais atrativa. Mas além da questão salarial, a experiência gerada pela
internacionalização do trabalho também é um fator importante.
É difícil
bater de frente com uma proposta de fora, mas para ter alguma chance é preciso
fortalecer a cultura interna e também outros pontos, mencionados abaixo.
Humanização e Saúde Mental
A chave para
relações de trabalho mais humanizadas está na preocupação dos tomadores de
decisão nas empresas. Afinal, ela precisa ir muito além da compreensão das
pessoas como operadores de processos e máquinas dentro da estrutura
organizacional.
A preocupação
cada vez maior em promover saúde mental no trabalho pode ser um bom exemplo de
por onde começar, especialmente quando olhamos para uma nova onda de cargos,
como Head de Saúde Mental.
Flexibilidade e autonomia no
trabalho
Diante dessas
tendências, os formatos de trabalho mais flexíveis, que proporcionam maior
autonomia e também oferecem remunerações agressivas estão se popularizando. Os
marketplaces para talentos e outras plataformas configuram esse novo modelo de
trabalho, viabilizando maior acesso entre oferta e demanda de produtos,
serviços ou bens no geral.
Parar para
visualizar os investimentos nas políticas e programas de gestão de pessoas, é
ideal para ter um bom diagnóstico no caso de estar, ou não, acompanhando essas
tendências. Outra opção é flexibilizar os movimentos de carreira dentro da
empresa, dando mais autonomia para cada profissional.
Conexões reais com os colaboradores
A pandemia nos
afastou de nossos colegas e, por mais que a tecnologia nos aproxima, ela também
nos dá uma sensação de que está “OK ficar longe”. Com isso, deixamos de criar
conexões, de nos aproximar e ter relacionamentos verdadeiros.
Para lidar com
esse problema, as empresas podem aproveitar a oportunidade para desenvolver um
novo olhar para seu público interno e passar a oferecer novas experiências. As
necessidades da empresa devem andar juntas com os desejos e expectativas de
seus talentos, compondo um ambiente colaborativo e produtivo, no qual todos
contribuem com suas próprias ideias e experiências.
Trabalhar com o que gosta
Passion
Economy consiste em pessoas transformarem seus hobbies e habilidades em uma
alternativa para ganhar dinheiro, seja como negócio próprio ou como renda
extra, mas existem muitas variações. Esse termo já aponta para um tipo de
dedicação diferente, onde os criadores — nome dado para quem fornece algum tipo
de habilidade como serviço — desenvolvem um trabalho baseado no seu
direcionamento interno do que sente satisfação em fazer e sabe fazer bem.
Muitas
alternativas podem ser levadas em consideração para que o seu negócio seja bem
sucedido diante de tantas mudanças e novos desafios. Promover um ambiente de
inclusão e saúde mental, oferecer autonomia e flexibilidade aos colaboradores,
permitir o trabalho remoto e viabilizar esse modelo dentro do negócio são só
algumas das novas demandas desses profissionais tão requisitados pelo mercado
e, nosso trabalho como executivos, é garantir que essas novas demandas se
tornem o novo normal no recrutamento.
Publicado por: Amanda Gonçalves
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