O Edge Computing como impulsionador da evolução digital das indústrias
O conceito de Egde Computing vem
ganhando espaço no mercado de tecnologia e se apresenta como um novo paradigma
do processamento de dados em nuvem, deslocando informações de um lugar ao outro, com a redução de latência (tempo de resposta) e consumo
energético. Veículos autônomos, pulseiras inteligentes para controle de
rotina escolar, fábricas inteligentes e drones para controle de colheitas são
alguns dos exemplos de inovações que poderão ser implantadas e otimizadas
graças a essa tecnologia e sua ligação com a Internet das Coisas (IoT) e a rede
5G.
De acordo com uma pesquisa da Front
& Sullivan, aproximadamente 90% das indústrias devem adotar totalmente o Edge
Computing até 2022, colocando a computação de borda no patamar de
ferramenta fundamental para o setor, devido a possibilidade de coleta de dados
responsiva e forte segurança da informação, tudo isso com custos mais baixos
para as companhias.
Segundo a
consultoria global Grand View Research, o mercado de Multiacesso Edge Computing
(MEC) irá alcançar US$ 43,4 bilhões até 2027, enquanto previsões do Gartner
indicam que, até 2025, 75% dos dados empresariais serão processados pela
computação de borda.
O lançamento do 5G é um
agregador e permite o surgimento de novos aplicativos e experiências, quando
combinado com a novas tecnologias de computação móvel de borda baseadas em
hardwares especializados. A
principal característica que fará essa união render bons resultados, são as
reações de dispositivos que precisam acontecer em tempo real, como veículos
autônomos e cidades inteligentes, por exemplo, que dependem da velocidade de
processamento da computação de borda e da baixa latência do 5G. Ambas
tecnologias oferecem vantagens imensas quando combinadas e dependem uma da
outra para atingir o potencial máximo.
Em ascensão, a Internet das
Coisas também é grande aliada neste cenário. Isso acontece porque, por meio dela e dos
dispositivos conectados, é produzida e coletada uma infinidade de dados sobre
atividades, equipamentos, casas e de linhas de produção das indústrias. Em
2020, o Business Insider conduziu uma pesquisa que demonstrou que, até 2027,
existirá cerca de 40 bilhões de dispositivos desse tipo em atividade, levando o
mercado de IoT crescer em média mais de US$ 2,4 trilhões por ano.
Consequentemente, o tráfego de informações na nuvem aumentará exponencialmente.
A Indústria
4.0, por exemplo, pode ser beneficiada implantando processos mais inteligentes.
Utilizando a análise de todos os dados gerados pelo maquinário de uma fábrica,
é possível aumentar a eficiência, qualidade e até sustentabilidade, melhorando
a interação em máquinas e humanos, prevenindo acidentes e minimizando perdas e
danos.
É neste cenário que o Edge Computing atua como uma solução para sanar problemas de lentidão, que serão mais comuns com o avanço da IoT, evitando colapsos nos sistemas com processamento de dados mais ágil e segurança, ajudando a impulsionar a evolução da digitalização das indústrias, sendo considerado como vantagem competitiva e entrega de valor por parte das empresas.
Publicado por: Amanda Gonçalves
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